Fundada pelos franceses, cuja expedição foi liderada por Daniel de La Touche, em 1613.
De
clima quente e úmido, Bragança também é conhecida como "Pérola do
Caeté", “Terra da Marujada" e, ainda, "Amazônia Atlântida", e tem grande
vocação para o turismo cultural e praiano.A região também é o maior
pólo pesqueiro do Pará, exportando sua produção, principalmente, para as
capitais da região Nordeste.
A economia do município basicamente gira em
torno das atividades pecuária, agricultura e o extrativismo de
caranguejo.“Não troco minha cidade por nenhuma outra”, conta a
aposentada Idelmira Gonçalves, de 65 anos. “Aqui o clima ainda é de
interior, com muita tranquilidade fora da época do Carnaval, mas é
claro, e com boas oportunidades. Nasci aqui, criei meus filhos e hoje
tenho netos que vivem comigo, e daqui ninguém sai”.
Assim como a aposentada, centenas de pessoas
que escolheram o município para viver e constituir uma família se
rendem aos encantos da região, rodeada de pontos turísticos e casas
históricas, como a Casa da Cultura, a Catedral Nossa Senhora do Rosário,
a Igreja Matriz e o Obelisco Centenário.
Além da arquitetura, Bragança ostenta belas
praias. Cinco delas são consideradas as principais e são referência para
os veranistas. São elas:

(Foto: Prefeitura de Bragança)
- Praia do Grilo: com águas calmas e
mangues, é um dos melhores locais para praticar pesca e, por isso mesmo,
abriga uma vila de pescadores;
- Praia do Boiçucanga: uma enseada com areia clara e fina, e mangues, que abriga um farol e uma vila de pescadores;
- Praia do Pilão: de águas claras e areia branca e fina, com dunas e acesso mediante barco;
- Praia Chavascal: também águas claras e
ondas fortes no verão, com acesso mediante barcos ou atravessando à pé
durante a maré baixa;
- Praia da Vila: de ondas fracas, estreita
faixa de areia clara e fina com dunas e acesso à pé, a partir de
Ajuruteua, na maré baixa, ou de barco, na maré alta.
A hidrografia do município, inclusive,
apresenta dois rios principais: o rio Caeté - que “abraça” a cidade - e o
rio Cereja - que corta a sede do município em duas partes. E para quem
aprecia igarapés, a região também é ótima opção de lazer, justamente
pelas águas que cortam a cidade e formam grandes e pequenos igarapés.
MARUJADA
A fundação da Irmandade do Glorioso São
Benedito de Bragança marca o início da Marujada de Bragança, um evento
especial de grande destaque na história da região.
Em 1798, escravos conseguiram a autorização
de seus senhores para organização e louvar São Benedito, o Santo Preto.
Como forma de agradecimento, saíram de porta em porta celebrando.
Desde então, há mais de 200 anos, a Marujada
faz parte da Festividade do Glorioso São Benedito, que ocorre de 18 a
26 de dezembro, e envolve todos os moradores nativos e apaixonados por
Bragança.

(Foto: Cristino Martins/Agência Pará)
Um detalhe interessante da Marujada é sua
direção ser constituída quase que unicamente por mulheres: o cargo mais
alto da hierarquia da Marujada, que é vitalício, é o de capitoa,
geralmente ocupado pela mulher mais velha do grupo, que desfila
carregando um bastão dourado simbolizando sua autoridade.
Trajando blusa branca, faixa de fita
vermelha e uma rosa de tecido, além de uma saia rodada comprida
vermelha, azul ou branca e um chapéu vistoso, enfeitado com fitas
(quanto mais antiga, mais fitas) e plumas, as marujas visitam as casas,
dançando ou andando, em duas filas pelas ruas da cidade.
Os marujos as acompanham vestidos com calça e camisa brancas, tocando tambor, pandeiro, cavaquinho, cuíca, viola e rabeca.
O ritmo predominante, inclusive, é o
retumbão, mas durante a celebração também há a execução de xote,
chorado, mazurca, cada um associado a uma dança específica.
Outro detalhe importante: no dia 25 de
dezembro, a saia das marujas e a blusa dos marujos são azuis. Já no dia
26, a saia das marujas e a fita amarrada no braço dos marujos são
vermelhas.
(Adriana Pereira/DOL)
Fonte: http://www.diarioonline.com.br/noticias/para/noticia-336358-braganca-%E2%80%9Cperola-do-caete%E2%80%9D-faz-402-anos.html
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